Pós-IDF 2007 San Francisco: Todo ano ao perambular pelo showcase do IDF, sempre encontro alguma empresa, inventor ou empreendedor trabalhando em alguma célula de combustÃvel para uso em TI.
Anos atrás, tais empreendimentos mais pareciam trabalhos de escola para feira de ciências, mas parece que, neste ano, vi alguma coisa mais com cara de produto de loja, inclusive com uma embalagem chamativa e etiqueta de preço — US$ 25.
Trata-se do Medis 24-7 Power Pack, uma engenhoca mais ou menos do tamanho de um bloco transformador de tomada (9,7 x 6,8 x 3,7 cm — LxAxP), que fornece uma corrente de aproximadamente 3,6~4,5 Volts/220 mA (máx.) ininterruptamente por aproximadamente 24 horas.
Isso o coloca na categoria dos recarregadores de emergência, mais voltados para fornecer energia e/ou recarregar a bateria de pequenos dispositivos móveis como celulares, iPods ou videogames portáteis.
Para colocá-lo em funcionamento, basta remover o lacre de segurança (em vermelho), espremer o módulo para abrir seu reservatório interno de combustÃvel — que inicia a reação quÃmica que gera energia — e ligar a célula ao dispositivo a ser recarregado por meio de cabos e adaptadores especÃficos que, automaticamente, seleciona a voltagem desejada.
O dispositivo é do tipo DMFC e utiliza metanol como combustÃvel.
Notei que, uma vez iniciado o ciclo de geração de energia, ele não pode ser interrompido até que todo o combustÃvel seja consumido. Depois disso, o módulo inteiro pode ser descartado ou enviado para reciclagem. Isso resolve, em parte, o dilema da recarga do dispositivo (mas não do preço!).
Segundo conversas que tive com o CEO da empresa, o Medis 24-7 é o primeiro de uma série de produtos que devem evoluir em termos de potência e autonomia, com a previsão de que versões recarregáveis — capazes de alimentar até um notebook — cheguem ao mercado entre 2009 e 2010.
Quando questionado se US$ 25 era um preço meio salgado para um recarregador descartável, ele explicou que entre as vantagens de seu produto está, por exemplo, a certeza de que a fonte de energia irá funcionar a qualquer momento, ao contrário das baterias que podem se descarregar naturalmente com o passar do tempo. Além disso, no final do uso, o que resta de seu produto é um módulo de plástico vazio que pode ser até reciclado, ao contrário das baterias cheias de resÃduos quÃmicos.
Depois de algum tempo de papo, ele tirou do bolso um saquinho com uma substância sólida — ainda em desenvolvimento — que pode substituir o metanol (lÃquido) nas suas células. Com isso, ele pode resolver algumas questões de segurança relacionadas ao uso de células de combustÃvel em aviões e aeroportos.
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Um comentário
Zumo: resumão da semana by Zumo Blog: Tecnologia. Opinião. Inteligência.
30 September, 2007 às 8:33 am
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